ai como anseio por uma sectude extensa,ampla,redonda
onde me possam visitar todos os espiritos da encosta dos mortos-vivos de Yourcenar...
Monday, January 16, 2006
Sunday, January 15, 2006
jjoycededalusII
os velhos dizem: o soares devia estar em casa de pantufas no sofá a cuidar dos netos! carlos amaral dias, psicanalista dixit: esses velhos têm uma porfunda INVEJA do ancião octogenário com um vigor e uma vitalidade inusitadas!
Thursday, January 12, 2006
jjoycededalusII
mexe-te terra
desforra em energia
revolve a miséria de vida
em vida esplenderosa
[homenagem a todos os terramotos que hão-de vir em devir, em eterno retorno]
desforra em energia
revolve a miséria de vida
em vida esplenderosa
[homenagem a todos os terramotos que hão-de vir em devir, em eterno retorno]
Tuesday, January 10, 2006
jjoycededalusII
morte do capitão
Não faço a mínima idéia de como o poeta Walt Whitman tomou conhecimento desse sonho, mas serviu de mote para que compusesse uma das mais belas elegias da língua inglesa moderna. O poeta coloca-se como integrante da tripulação de um barco que, depois de terríveis desafios - a dolorosa guerra civil entre o Norte e o Sul, de 1861 a 1865 - consegue finalmente se aproximar do cais. Mas, justamente no momento da euforia, verifica que o capitão sucumbira repentinamente. Lá estava ele envolto em gotas de sangue vermelho: "Where on the deck my Captain lies / Fallen cold and dead." Por mais que tente reanimá-lo, aquele não mais lhe responde. Não escuta mais a multidão que exulta lá fora. Ignora o toque dos clarins e os ramalhetes de flores, nem vê a bandeira içada em sua honra. Enquanto o povo ainda desconhece o ocorrido e comemora o fim da aventura, o poeta-marinheiro Whitman deambula com tristeza pelo convés onde jaz seu capitão, caído, frio e morto.
O Captain! My Captain!
O Captain! my Captain! our
fearful trip is done,
The ship has weather'd every
rack, the prize we sought is won,
The port is near, the bells I hear,
the people all exulting,
While follow eyes the steady keel,
the vessel grim and daring;
But O heart! heart! heart!
O the bleeding drops of red,
Where on the deck my Captain lies,
Fallen cold and dead.
O Captain! my Captain! rise up
and hear the bells;
Rise up--for you the flag is flung--
for you the bugle trills,
For you bouquets and ribbon'd
wreaths--for you the shores a-
crowding,
For you they call, the swaying
mass, their eager faces turning;
Here Captain! dear father!
This arm beneath your head!
It is some dream that on the deck,
You've fallen cold and dead.
My Captain does not answer, his
lips are pale and still,
My father does not feel my arm,
he has no pulse nor will,
The ship is anchor'd safe and
sound, its voyage closed and done,
From fearful trip the victor ship
comes in with object won;
Exult O shores, and ring O bells!
But I with mournful tread,
Walk the deck my Captain lies,
Fallen cold and dead.
Não faço a mínima idéia de como o poeta Walt Whitman tomou conhecimento desse sonho, mas serviu de mote para que compusesse uma das mais belas elegias da língua inglesa moderna. O poeta coloca-se como integrante da tripulação de um barco que, depois de terríveis desafios - a dolorosa guerra civil entre o Norte e o Sul, de 1861 a 1865 - consegue finalmente se aproximar do cais. Mas, justamente no momento da euforia, verifica que o capitão sucumbira repentinamente. Lá estava ele envolto em gotas de sangue vermelho: "Where on the deck my Captain lies / Fallen cold and dead." Por mais que tente reanimá-lo, aquele não mais lhe responde. Não escuta mais a multidão que exulta lá fora. Ignora o toque dos clarins e os ramalhetes de flores, nem vê a bandeira içada em sua honra. Enquanto o povo ainda desconhece o ocorrido e comemora o fim da aventura, o poeta-marinheiro Whitman deambula com tristeza pelo convés onde jaz seu capitão, caído, frio e morto.
O Captain! My Captain!
O Captain! my Captain! our
fearful trip is done,
The ship has weather'd every
rack, the prize we sought is won,
The port is near, the bells I hear,
the people all exulting,
While follow eyes the steady keel,
the vessel grim and daring;
But O heart! heart! heart!
O the bleeding drops of red,
Where on the deck my Captain lies,
Fallen cold and dead.
O Captain! my Captain! rise up
and hear the bells;
Rise up--for you the flag is flung--
for you the bugle trills,
For you bouquets and ribbon'd
wreaths--for you the shores a-
crowding,
For you they call, the swaying
mass, their eager faces turning;
Here Captain! dear father!
This arm beneath your head!
It is some dream that on the deck,
You've fallen cold and dead.
My Captain does not answer, his
lips are pale and still,
My father does not feel my arm,
he has no pulse nor will,
The ship is anchor'd safe and
sound, its voyage closed and done,
From fearful trip the victor ship
comes in with object won;
Exult O shores, and ring O bells!
But I with mournful tread,
Walk the deck my Captain lies,
Fallen cold and dead.
Sunday, January 08, 2006
jjoycededalusII
crescemos todos com os olhos postos na terra]
alguns, os clarividentes tomam o rumo do esquecimento-de-si]
esses são os bem-aventurados]
outros, aventuram-se na busca do conhecimento, das verdades, quais espiritos-livres]
o sofrimento é a sua compensação]
outros, ainda, escrevem, num esforço último de iludir um devir homicida]
alguns, os clarividentes tomam o rumo do esquecimento-de-si]
esses são os bem-aventurados]
outros, aventuram-se na busca do conhecimento, das verdades, quais espiritos-livres]
o sofrimento é a sua compensação]
outros, ainda, escrevem, num esforço último de iludir um devir homicida]
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