Friday, June 29, 2007
na minha aldeia as mulheres usam bigode...mas não estarrecem...
estar na minha terra é estar no puncto de partida para todos os continentes...estar na minha terra é estar em Miranda, estar na capital da Venezuela e falar a minha língua e, no meio dos familiares bigodes paquistaneses...É estar em Ontário a beber vinho tinto feito a martelo,mas duma garrafa de coca-cola,dispensando o copo, num parque verde..É estar na Àfrica do Sul, estar em toda a Europa, é estar em Marte, onde é pronúncia oficial.
Tuesday, June 26, 2007
seriam uns 6 ou 7, talvez mais...
assim ao perto é mais distinto...esta lancinante míopia faz com que o longe apareça sem fronteiras, impressionista e desfocado. Assim ao perto o teu pelo de felino tem um ar luzidio uma cor de abandono de descampado...recolheste a mim, fazes-me sentir grande, aconchegador, porto de abrigo...
Monday, June 25, 2007
se fosse sempre como naquela manhã de sol e esperança...
rias-te perdidamente...
[os meus filhos, todos os rios que desaguam aqui nesta praia,
os meus antepassados todos cujo esforço feneceu,
mas,
brotou sangue vivo,
brotaram almas que olham acima o horizonte...]
rias-te perdidamente
esquecido de ti...
enquanto rias esquecido de ti,inexistia longe, tarde, cedo...
inexistia o teu corpo, a tua alma...
eras feliz!
[os meus filhos, todos os rios que desaguam aqui nesta praia,
os meus antepassados todos cujo esforço feneceu,
mas,
brotou sangue vivo,
brotaram almas que olham acima o horizonte...]
rias-te perdidamente
esquecido de ti...
enquanto rias esquecido de ti,inexistia longe, tarde, cedo...
inexistia o teu corpo, a tua alma...
eras feliz!
Thursday, June 21, 2007
Friday, June 15, 2007
o inferno na visão além Tajus
é já ali..vês aquele monte lá ao fundo?...oiço eu. esta recta chata que me dá alcatrão a comer, que desliza por baixo de mim , como corpo em cópula de sacristão, esta recta, esta estrada, este calor, esta paisagem àrida, tão pouco cristã, esta dor de alma que teima em nao se afogar nos litros de água que bebo sem parar...
Thursday, June 14, 2007
Wednesday, June 13, 2007
enquanto morrisey canta algo como ' U hav kill'd M'
assustam.me as meninas da meteorologia com uma tempestade inusitada, mas deixei à muito de acreditar quando me dizes, és um deus, o meu deus, ai se me conhecesses o demónio,esta noite apenas está um pouco ventosa, este vento atira-me gotículas de linfa cristalina nas fuças mal escanhoadas, no nariz aquilino de tanto anquilozar, agora morrisey canta 'let M kiss U', este frio de Junho, meu deus, a t.shirt molhada empasta-me a pele encrespada o vento levanta uma voz insuspeita feita audível por entre esta folhagem por cima deste banco de jardim, com uma madeira tão velha, tão gasta...'O menino tem lume'oiço ao perto, mas entrevejo distante um vulto disformemente magro, que me olha inquisidoramente...tenho fósforos molhados, nem chego a pensar porque um ramo deste chorão me vergasta a cara, deixo escapar um ai, o vulto arremeda-me um 'desculpa menino', mas onde está o menino, concluí eu cinco minutos mais tarde...
era sexta à tarde, fazia frio...
sim, sim....e acto contínuo atirei a máquina de falar portátil contra o chão em paralelos de um paralelipípedo um tanto regular, não... café expresso se faz favor, a empregada-de-mesa, tinha um olhar estranho...só mais tarde tive conhecimento oficial pelo Diário da República, que era estrábica, porquanto se encontrava nada desacompanhada nas listas de espera para operações públicas, digo públicas, pois as operações púbicas fazem.se em países com costumes indecorosos face aos mandamentos insanes da santa madre igreja, que neste tempo de sexta-feira mantém seguidores em muitos locais e depois... bem vistas as coisas, telemóveis e missais de esperança são coisas, com algum relevo, ainda se faz alguma coisa por cá, bem sei, seriam uns sete cães diz a menina com cara de p. da sic notícias em directo do algarve onse se procum ariano de 2 metros de altura que se perdeu, coitado...
Tuesday, June 12, 2007
pérolas do supremo tribunal...
1. A prática desportiva de tiro com chumbo aos pombos em voo, apesar de se proceder ao arranque prévio das penas da cauda e só depois serem lançados em voo, a morte ou a lesão física que resulta dos tiros que se lhe seguem, não envolve sofrimento cruel nem prolongado.
2. O tiro aos pombos em voo, constitui uma modalidade desportiva, com longa tradição cultural em Portugal, regulada pela Federação Portuguesa de Tiro com Armas de Caça, com estatuto de utilidade pública desportiva e, não se enquadra na proibição prevista pelo artigo 1.º , n.ºs 1 e 3 alínea e) da Lei n.º 92/95 de 12 de Setembro, nem por qualquer outra disposição legal.
3. A Lei n.º 92/95 de 12/09, tem em vista proteger os animais contra violências cruéis ou desumanas, que não se verificam com o tiro aos pombos em voo, por essa prática, não caracterizar crueldade ou desumanidade e se justificar por existir reconhecida tradição cultural enraizada numa grande camada do povo português, não estando por isso abrangida na referida previsão legal.
2. O tiro aos pombos em voo, constitui uma modalidade desportiva, com longa tradição cultural em Portugal, regulada pela Federação Portuguesa de Tiro com Armas de Caça, com estatuto de utilidade pública desportiva e, não se enquadra na proibição prevista pelo artigo 1.º , n.ºs 1 e 3 alínea e) da Lei n.º 92/95 de 12 de Setembro, nem por qualquer outra disposição legal.
3. A Lei n.º 92/95 de 12/09, tem em vista proteger os animais contra violências cruéis ou desumanas, que não se verificam com o tiro aos pombos em voo, por essa prática, não caracterizar crueldade ou desumanidade e se justificar por existir reconhecida tradição cultural enraizada numa grande camada do povo português, não estando por isso abrangida na referida previsão legal.
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