Monday, December 01, 2014
sumido resto.
dei-te os dias,
as horas
e os minutos.
Nas dunas do teu peito,
o vento passa sem tropeçar na graça do mais leve sinal da minha mão.
Friday, July 11, 2014
Wednesday, June 18, 2014
Friday, May 16, 2014
a necessidade da charrua do mal
Foram os espíritos fortes e os espíritos malignos, os mais fortes e os mais malignos, que obrigaram a natureza a fazer mais progressos: reacenderam constantemente as paixões que adormecidas - todas as sociedades policiadas as adormecem -, despertaram constantemente o espírito de comparação e de contradição, o gosto pelo novo, pelo arriscado, pelo inexperimentado; obrigaram o homem a opor incessantemente as opiniões às opiniões, os ideais aos ideais.
As mais das vezes pelas armas, derrubando os marcos fronteiriços, violando as crenças, mas fundando também novas religiões, criando novas morais! Esta «maldade» que se encontra em todos os professores do novo, em todos os pregadores de coisas novas, é a mesma «maldade» que desacredita o conquistador, se bem que ela se exprime mais subtilmente e não mobilize imediatamente o músculo; - o que faz de resto com que desacredite com menos força! - O novo, de qualquer maneira, é o mal, pois é aquilo que quer conquistar, derrubar os marcos fronteiriços, abater as antigas crenças; só o antigo é o bem! Os homens de bem em todas as épocas, são aqueles que implantam profundamente as velhas ideias para lhes dar fruto, são os cultivadores do espírito. Mas todos os terrenos acabam por se esgotar, é preciso sempre que a charrua do mal aí volte.
Friedrich Nietzsche, in 'A Gaia Ciência'
Friday, March 07, 2014
Wednesday, March 05, 2014
do focussocial.eu
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Meu nome é Paulo José Miranda. Nasci em 1965, sou poeta, escritor e dramaturgo. Licenciei-me em Filosofia pela Universidade de Letras de Lisboa. Sou membro do Pen Club desde 1998. Vivi em Istambul entre 1999 e 2003, tendo viajado nesse período pelo Mediterrâneo e Médio Oriente. Vivi três meses em Macau, tendo visitado o sul da China. Vivo no Brasil desde Julho de 2005. Vivi seis meses no Rio de Janeiro, dois em São Paulo, um ano em Curitiba, três meses em Rio Grande do Sul (Porto Alegre) e vivo neste momento em Fazenda Rio Grande (Paraná), desde o início do ano.
Publiquei três livros de poesia, seis novelas, uma peça de teatro e um livro de aforismos. O meu primeiro livro de poesia venceu o Prémio Teixeira de Pascoaes em 1997 e a minha segunda novela venceu o primeiro Prémio José Saramago em 1999. Recebi uma bolsa de criação literária do IBL para escrever a minha terceira novela e uma outra da Fundação Oriente, para viver três meses em Macau e escrever a minha quarta novela (inserido no mesmo projecto que levou o escritor brasileiro Bernardo Carvalho à Mongólia e José Eduardo Agualusa a Goa). Colaborei em revistas de vários países e há estudos acerca da minha obra em Portugal, Espanha, França e Brasil. Foram também escritos teses académicas em Portugal e no Brasil, acerca do livro Vício, livro que escrevi com o apoio da bolsa de criação literária do IBL.
Preparei dois longos ensaios, ainda inéditos. Um acerca das relações entre O Primo Basílio, de Eça de Queirós e as Tragédias Gregas (300 páginas), e um outro a primeira parte de um estudo acerca da obra de Fernando Pessoa (240 páginas) que poderá ser publicado em breve.
Em Espanha, na Editorial Periférica, foi já publicada a primeira novela da minha triologia, estando já agendadas as publicação das outras duas novelas. Tanto a primeira novela quanto a segunda (quase a vir a público em Espanha), tiveram o apoio de tradução pelo Instituto Camões.
Tenho sete livros inéditos para publicação, alguns deles já agendados na LeYa / Oficina do Livro, que prepara também a reedição de títulos meus antigos, já esgotados.
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