jjoycededalusIIAs Amoras
O meu país sabe as amoras bravas
no verão.
Ninguém ignora que não é grande,
nem inteligente, nem elegante o meu país,
mas tem esta voz doce
de quem acorda cedo para cantar nas silvas.
Raramente falei do meu país, talvez
nem goste dele, mas quando um amigo
me traz amoras bravas
os seus muros parecem-me brancos,
reparo que também no meu país o céu é azul.
Eugénio de Andrade
2 comments:
O meu país......tem esta voz doce de quem acorda cedo para cantar nas silvas.....talvez nem goste dele, mas quando um amigo me traz amoras bravas......"
Ímpar quando se atinge a beleza com a nata da simplicidade. Contudo......
este "belogueiro" é felizmente anacrónico....))))))
tanto "canta" Sofia M.Breyner,como aqui se distrai e a melancolia sabe-lhe(nos) a almejos de vida...ou lança-se nos braços de porvires de morte/que tal sorte ....por mim,hoje,escolho: saboreemos amoras, muros alvos e céus azuis.
joyce faz favor de indicar que este poema é do eugénio de andrade
obrigada
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