Sunday, March 26, 2006

jjoycededalusII

jjoycededalusII

leves dias
sol arrasador de sentidos samplados

Wednesday, March 22, 2006

Tuesday, March 21, 2006

jjoycededalusII

veio o pardal

paradal de umbreiras e cemalhas,
gastas as palhas de ninhos desfeitos,
rodopios na citinlante o ofuscante planura dos céus...
ai mãezinha que te quedaste queda e muda quando tive de escolher distraído da minha vida.
o chilreio do pardal acorda-me o o peito que rebenta arfando e desarmando gestos inúteis...

Thursday, March 16, 2006

jjoycededalusII

o poeta luandense refere, presumo que lido em livro de literatura beat que ' esta mulher apanha no cú como um homem!'
que recensão fazer?
exegése, hermenêutica...
dificil interpretar tal frase dada a falta de propensão para a escatologia...

Friday, March 10, 2006

jjoycededalusII: November 2005

Had I the heavens' embroidered cloths,
Enwrought with golden and silver light,
The blue and the dim and the dark cloths
Of night and light and the half-light,
I would spread the cloths under your feet:
But I, being poor, have only my dreams;
I have spread my dreams under your feet;
Tread softly because you tread on my dreams.

tivesse eu os tecidos bordados dos céus,
lavrados com a prata e o oiro da luz..
Os tecidos azuis e foscos e de breu
que tem a noite a luz e a meia-luz,
estenderia esses tecidos a teus pés!
Mas eu, porque sou pobre, apenas tenhos sonhos;
São os meus sonhos que estendo a teus pés;
Sê suave no pisar com que pisas os meus sonhos.

de William Butler Yeats...


Publicado por D_Quixote em 12:29 PM

Wednesday, March 08, 2006

jjoycededalusII

O major refletia agora sobre o fundo metálico embaciado da bandeja. A sua aversão à falta de camaradagem dava-lhe uns salpicos de pimenta à sua pacata existência.De quando em quando ajudava a sua tia Matilde a lavar a sua cadela peçonhenta, quando o Rei fazia anos, é certo que a monarquia já não é o que era.

Tuesday, March 07, 2006

jjoycededalusII

o major era uma pessoa demasiado séria para não ser algo distraído...Depois de ter servido o café à mesa nº3 da esplanada, foi interpelado pelo cliente nestes precisos termos: um copo de água se faz favor'. O major, que perante frases enigmáticas como esta, costumava pedir licença para se sentar e discutir filosofia, mecanicamente, foi pegar um copo de água, que momentos antes tinha surripiado a um cliente absorto no jornal diário da semana passada. Depois sentou-se no rebordo do muro da eslanada em observação copérnica ao fundo da bandeja. (to be continued)